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Crítica de Marx à metafísica da economia política

Adauto Lopes da Silva Filho, Fátima Maria Nobre Lopes

Autor
Adauto Lopes da Silva Filho, Fátima Maria Nobre Lopes
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
18 / 2
Ano
2018
DOI
10.31977/grirfi.v18i2.879
Páginas
271-280
Idioma
pt
2018Adauto Lopes da Silva Filho, Fátima Maria Nobre Lopes. Crítica de Marx à metafísica da economia política. Griot : Revista de Filosofia, v. 18, n. 2, p. 271-280, 2018.2

Ao desenvolver a sua concepção materialista da história, Marx elabora, ao mesmo tempo, uma crítica ao pensamento hegeliano acompanhada de uma crítica à economia política. Tais críticas estão condensadas principalmente em suas obras de juventude, dentre elas destaca-se a Miséria da Filosofia. O presente texto objetiva, a partir dessa obra, dissertar sobre a metafísica da economia política cuja crítica dirige-se principalmente à Proudhon, em resposta à sua obra Filosofia da Miséria na qual Proudhon, tenta, num viés metafísico, fornecer as bases para os problemas sociais, através da aplicação da dialética de Hegel ao método da economia política. Para Marx, a ideologia proudhoniana expressa em tal obra apresenta-se totalmente reformista e utópica. Em contraposição ao pensamento de Proudhon, e simultaneamente explicitando os fundamentos constitutivos da teoria do ser social tecido pelo modo de produção capitalista, Marx publica em 1847 a sua obra Miséria da Filosofia em resposta à Filosofia da Miséria de Proudhon.