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Cultura material en “clausura”: las reliquias del Monasterio de las Descalzas Reales en los siglos XVI y XVII

Esther Jimenez Pablo

Autor
Esther Jimenez Pablo
Revista
Antíteses
Edição
10 / 20
Ano
2017
DOI
10.5433/1984-3356.2017v10n20p613
Páginas
613-630
Idioma
es
2017Esther Jimenez Pablo. Cultura material en “clausura”: las reliquias del Monasterio de las Descalzas Reales en los siglos XVI y XVII. Antíteses, v. 10, n. 20, p. 613-630, 2017.2

O mosteiro das Descalzas Reales se destacou por hospedar mulheres da família real. Fundada em 1559 pela Princesa Juana, irmã de Felipe II, personalidades destacadas como a Imperatriz Maria -também irmã do Rei Prudente-, ou a sua filha, Irmã Margarita de la Cruz, professavam neste mosteiro. Ao mesmo tempo, foi um local visitado por inúmeras rainhas, princesas e infantas da Monarquia Espanhola e de outros reinos. Mas também era um espaço de poder, um palácio feminino, dentro do qual uma das maiores coleções de relíquias e relicários estava alojada como presentes especiais para essas mulheres reais. Não houve embaixador, núncio ou legado que não trouxesse uma caixa com relíquias para as ilustres freiras do mosteiro. Pela sua importância, pelo seu valor simbólico e também diplomático, e porque o seu cuidado é uma das principais actividades deste centro religioso, as relíquias do Mosteiro do Real Descalço merecem ser estudadas como objecto de culto, mas também, como presentes no âmbito do poder.