Cursos livres de línguas estrangeiras: de política de Estado à política de empresa
Kate Constantino Oliveira, Bernard Charlot
- Autor
- Kate Constantino Oliveira, Bernard Charlot
- Revista
- Filosofia e Educação
- Edição
- 17
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.20396/rfe.v17i00.8665506
- Páginas
- e025012-e025012
- Idioma
- pt
O artigo analisa os cursos livres de línguas estrangeiras no Brasil, especialmente os de inglês e francês, como espaços educativos que, embora institucionalizados, operam fora das obrigações legais da educação formal. Inicialmente autorizados pelo Estado, esses cursos passaram a seguir uma lógica de mercado, baseando-se em critérios próprios de "competência" e "qualidade", o que evidencia uma mudança de uma política de Estado para uma política de empresa. Fundamentado em autores como Charlot, Anderson e Rajagopalan, o texto discute como esses cursos refletem práticas geopolíticas, econômicas e simbólicas, atuando como instrumentos de distinção social. Metodologicamente, a análise é teórico-documental, apoiada em legislações educacionais e literatura acadêmica. A pesquisa aponta que esses cursos funcionam como alternativas à educação formal, voltadas à qualificação profissional e consumo simbólico de saber, mas acessíveis a poucos. Assim, revelam uma dimensão política e sociocultural da aprendizagem de línguas estrangeiras no contexto brasileiro contemporâneo.
