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Da legitimidade à tirania: Tocqueville e a onipotência da maioria na democracia norte-americana

José Reinaldo Felipe Martins Filho

Autor
José Reinaldo Felipe Martins Filho
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
7 / 1
Ano
2013
DOI
10.31977/grirfi.v7i1.551
Páginas
55-67
Idioma
pt
2013José Reinaldo Felipe Martins Filho. Da legitimidade à tirania: Tocqueville e a onipotência da maioria na democracia norte-americana. Griot : Revista de Filosofia, v. 7, n. 1, p. 55-67, 2013.2

A proposta desse estudo consiste em discutir um dos mais iminentes problemas que concernem às repúblicas democráticas, qual seja: a tirania da maioria sobre as minorias. Para tal, tomaremos como referência as análises desenvolvidas por Alexis de Tocqueville em A Democracia na América, sobretudo no que se referem à onipotência da maioria na democracia norte-americana. Como um dos maiores perigos dos governos democráticos sempre estará a possibilidade de instauração do despotismo, não sob a força do império de um só, como no exemplo da monarquia, mas através da tirania exercida pela maioria. Trata-se, pois, de discutir os limites do poder popular e da força da maioria na democracia, frente ao risco de aniquilamento da liberdade individual e dos grupos minoritários que, sob a égide da homogeneidade social, são socialmente postos à margem dos direitos.