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Da soberania de si à soberania cósmica: “indivíduo soberano” e animalidade na Genealogia da moral

Alexander Gonçalves

Autor
Alexander Gonçalves
Revista
Discurso
Edição
56 / 1
Ano
2026
DOI
10.11606/issn.2318-8863.discurso.2026.251101
Páginas
69-88
Idioma
pt-BR
2026Alexander Gonçalves. Da soberania de si à soberania cósmica: “indivíduo soberano” e animalidade na Genealogia da moral. Discurso, v. 56, n. 1, p. 69-88, 2026.3

Na segunda dissertação da Genealogia da moral, Nietzsche vincula a “capacidade” humana de prometer a um locus de soberania cósmica, o que outorga ao humano, por extensão da soberania alcançada sobre si, o “direito” de dominar outras criaturas. Contudo, o filósofo não explicita o sentido desse prolongamento da soberania de si em direção aos demais animais. O escopo deste trabalho consiste em averiguar em que medida a vontade humana de sujeitar outras espécies, longe de se constituir como expressão de vitalidade e potência afirmativa, apresenta-se como sintoma de adoecimento humano e manifestação do ressentimento humano em relação ao animal.