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“De ornitorrincos à alfa centauri”: gosto pelo exótico e multiculturalismo na estética de Jean-François Lyotard

Luciana Molina Queiroz

Autor
Luciana Molina Queiroz
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
7 / 1
Ano
2013
DOI
10.31977/grirfi.v7i1.546
Páginas
103-114
Idioma
pt
2013Luciana Molina Queiroz. “De ornitorrincos à alfa centauri”: gosto pelo exótico e multiculturalismo na estética de Jean-François Lyotard. Griot : Revista de Filosofia, v. 7, n. 1, p. 103-114, 2013.2

Este artigo se propõe a discutir a estética de Jean-François Lyotard a partir de dois eixos principais: 1) sua concepção de cultura de massa e 2) sua concepção de arte. Mediante a interpretação de algumas das principais obras de Lyotard, objetivamos mostrar como, ao longo da produção teórica de Lyotard sobre o pós-moderno, encontra-se uma valorização do novo, do exótico e do multiculturalismo que coloca o filósofo em dificuldades para definir cultura de massa e arte. A hipótese que norteia este artigo é a de que Lyotard por vezes deliberadamente confunde os dois domínios, de modo que seu pensamento deixa de ser crítico em relação às produções culturais capitalistas, tornando-se conivente com o consumismo presente nas sociedades contemporâneas.