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“DE QUAL COR ERAM OS OLHOS DA MINHA MÃE?”: A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO EM INTIMIDADE COM O MUNDO

Luis Thiago Freire Dantas, Alice Ferraz, Ellen Miranda de Oliveira

Autor
Luis Thiago Freire Dantas, Alice Ferraz, Ellen Miranda de Oliveira
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
24 / 2
Ano
2024
DOI
10.21680/1984-3879.2024v24n2ID32773
Páginas
FIA10
Idioma
pt
2024Luis Thiago Freire Dantas, Alice Ferraz, Ellen Miranda de Oliveira. “DE QUAL COR ERAM OS OLHOS DA MINHA MÃE?”: A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO EM INTIMIDADE COM O MUNDO. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 24, n. 2, p. FIA10, 2024.3

O presente artigo problematiza a questão da separabilidade entre sujeito e objeto de conhecimento a partir da relação íntima que as pessoas manifestam acerca nas próprias investigações. Para isso, utilizamos como guia a pergunta “de qual cor eram os olhos da minha mãe?” no conto de Conceição Evaristo (2018) Olhos d’Água, articulando com as reflexões de Oyěwùmí (2016) sobre a generificação da linguagem e a manutenção colonial de uma organização social. Nesse sentido, propomos que toda a construção da linguagem fornece ao leitor uma noção de ancestralidade com o retorno às lembranças, e a figura mãe simbolizada como fundamento da busca sobre a natureza do conhecimento.