Dentro da sala escura. Algumas reflexões em torno a questão do espectador a partir de Silvia Schwarzböck e Jacques Rancière
Pedro Hussak van Velthen Ramos
- Autor
- Pedro Hussak van Velthen Ramos
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 6 / 12
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.34024/limiar.2019.v6.9610
- Páginas
- 88-100
- Idioma
- pt
Este texto é uma tentativa de estabelecer alguns paralelos entre as considerações de Jacques Rancière e Silvia Schwarzböck em torno da questão do espectador no cinema. Trata-se de mostrar que há uma convergência no ponto de partida entre as duas visões quanto ao fato de que o cinema nas suas origens significou uma superação nas hierarquias entre o “bom gosto” e o “gosto vulgar “, entre a “alta” e a “baixa” cultura. No entanto, essa convergência inicial bifurca-se em duas posições diferentes no que concerne ao espectador: enquanto que Rancière considera o cinema uma experiência democrática do ponto de vista sensível, Schwarzböck acentua a dimensão estatal do cinema. O desenvolvimento do artigo visa a tirar consequências desta contraposição.
