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Descartes e o fundamento metafísico da inércia natural dos corpos na correspondência com Mersenne
Djalma Medeiros
Artigo
Ver fonte original- Autor
- Djalma Medeiros
- Revista
- Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
- Edição
- 1 / 2
- Ano
- 2017
- Idioma
- pt-BR
2017Djalma Medeiros. Descartes e o fundamento metafísico da inércia natural dos corpos na correspondência com Mersenne. Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211], v. 1, n. 2, 2017.1
Descartes não reconhece nenhuma inércia ou lerdeza natural nos corpos, porque inérciaé sempre relativa aos corpos circundantes. É num sentido analógico que se pode falar de inércianatural, pois na matéria só há extensão, figura e movimento; e nenhuma qualidade intrínseca. Elerejeita a visão kepleriana de inércia como propensão da matéria ao repouso e efetua a transição paraa noção moderna de inércia como persistência do estado quer de repouso ou de movimento, a partirde demonstrações rigorosas fundamentadas em princípios de conservação justificados apelando-se à imutabilidade da natureza de Deus. Somente geometria e os princípios de conservação domovimento regulam o comportamento dos corpos físicos.
