- Autor
- Tomas Farcic Menk
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 18 / 2
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.31977/grirfi.v18i2.919
- Páginas
- 448-458
- Idioma
- pt
Este artigo pretende fazer uma leitura do filme Beleza Americana utilizando-se da filosofia hegeliana, mais especificamente, da assim chamada dialética do senhor e do escravo. Para realizar essa tarefa dividimos nosso texto em três momentos: 1 – analisamos alguns aspectos de como se instaura uma relação entre consciências de si na vida criando, portanto, relações de dominância (senhor) e subordinação (escravo) em relações intersubjetivas. A contraposição entre os dois elementos determina que, para que haja reconhecimento, uma consciência de si deve subjugar a outra segundo sua vontade, ou seja, uma vontade é reconhecida (a do senhor) enquanto a outra é reconhecedora (a do escravo). 2 – uma apresentação de elementos centrais do filme como pano de fundo para nossa análise. 3 – tecemos um comentário do filme baseado nos elementos conceituais apresentados no item um, demonstrando como o filme pode ser compreendido como uma tentativa do protagonista de sair da indiferenciação total, estabelecer uma luta para ser reconhecido e, finalmente, sendo reconhecido em seus desejos.
