Devir e destruição: pensando a relação indivíduo-cultura a partir de Freud e Spielrein
Carlos Eduardo de Moura
- Autor
- Carlos Eduardo de Moura
- Revista
- Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 11 / 2
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.5902/2179378647919
- Páginas
- 274-299
- Idioma
- pt
Partindo da afirmação de Freud de que devemos pensar nos mecanismos psíquicos estruturantes de uma personalidade sondando-os dinamicamente, isto é, considerando a ação conjugada entre dimensão constitucional (destino, forças internas) e vivências contingentes (poderes externos), a oposição entre psicologia individual e psicologia social perde sua nitidez. A série complementar necessidade-contingência requer uma reflexão sobre o processo de individuação que envolve tanto as representações de um passado filogenético (verdade pré-histórica) quanto as vivências casuais de uma biografia (verdade individual). É apoiado nesse contexto que Spielrein e Freud possibilitarão refletir sobre o modo pelo qual a morte, a destruição, o aniquilamento poderão ser compreendidos como possibilidade de transformação e devir: entre a psique do Eu (autoconservação) e a psique da espécie (diluição do Eu em um Nós) o indiferenciado (atemporal) é espacializado e temporalizado.
