DIÁLOGO FILOSÓFICO AFROREFERENCIADO: MARCIEN TOWA, OYÈRÓNKẸ́ OYỌWỌMÍ E A INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA EM AXÉ
Raisa Inocêncio Ferreira Lima
- Autor
- Raisa Inocêncio Ferreira Lima
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 24 / 2
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.21680/1984-3879.2024v24n2ID32984
- Páginas
- FIA04
- Idioma
- pt
Neste artigo, fomentamos um diálogo entre dois filósofos africanos de relevância em contextos distintos por uma descolonização do pensamento na prática pedagógica. O primeiro, Marcien Towa, desempenhou um papel crucial nas lutas descoloniais dos anos sessenta, sendo criador de concepções como as de "nova orientação filosófica na África" e “autorevolução”. Este será discutido em conjunto com Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, baseando-se no seu livro A Invenção das Mulheres (2021), com foco especial na figura de Ìyá, cujas análises se concentram na crítica da imposição colonial dos gêneros, incluindo a exclusão e dominação do gênero feminino. Oyěwùmí reafirma que desde os papéis público-sociais até as cosmopercepções de Orixás existem tecnologias sociais que ativamente incorporam as ana-fêmeas no debate e nas decisões comuns. A terceira e última parte resulta dessas influências teóricas africanas na praxis política pedagógica sobre a experiência vivida afrodiaspórica no seminário "Axé: Cura e Defesa da ferida colonial", apresentado na Universidade Gaston Berger em São Luis, Senegal. As partes teóricas e a prática neste seminário têm como objetivo uma abordagem de intervenção pedagógica no espaço público, para que a força vital (Axé) seja considerada um elemento crucial para a tomada de consciência contracolonial. Além disso, ressaltar a influência das filosofias africanas em contextos afrodiaspóricos e afrobrasileiros.
