- Autor
- Gabriel Galbiatti Nunes
- Revista
- Educação e Filosofia
- Edição
- 37 / 81
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.14393/REVEDFIL.v37n81a2023-70300
- Páginas
- 1719-1726
- Idioma
- pt
Resumo: No final do ano de 1930, Benjamin muda-se para um pequeno apartamento em Wilmersdorf, em Berlim. Rodeado pelos seus cerca de dois mil livros e podendo, pela primeira vez, realizar plenamente a sua vocação de escritor, como crítico literário, ele vive o ponto alto de sua vida profissional. Contudo, em 1931, após Anton Kippenberg negar o pedido de Benjamin de publicação de um livro seu sobre o centenário de Goethe, o filósofo cai em profunda depressão. Ele escreve, então, o texto “Diário de 7 de agosto de 1931 até o dia de minha morte”, que começa com uma sentença já não muito encorajadora: “Não prometo que este diário será muito longo. Hoje, recebi a resposta negativa de Kippenberg e, por isso, meu plano ganha a total atualidade que somente um impasse é capaz de oferecer”. Seu plano? O suicídio. Benjamin planejava reunir, neste escrito, uma síntese dos pontos centrais de seu pensamento, antes de tirar sua própria vida. O diário, de fato, não se estendeu longamente: ele segue apenas até o dia 16 de agosto, quando Benjamin desiste de dar continuidade ao texto e ao suicídio. Entretanto, seu anseio de sintetizar ao menos algumas de suas ideias mais originais consta nas poucas páginas, que ele se dedicou a produzir. No Diário, encontrar-se-ão iluminações ao conceito de história proposto pelo autor – em especial, pela atenção a partir de nova ótica que o filósofo, aqui, oferece ao conceito de origem (Ursprung) –, informações a respeito do debate entre Benjamin e Kraus, assim como uma discussão a respeito do papel do romance, no contexto da modernidade. Data de registro: 01/08/2023 Data de aceite: 24/01/2024 Autoria original: Walter Benjamim Tradução: Gabriel Galbiatti Nunes
