DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS ENTRE AS POLÍTICAS DE RECONHECIMENTO EM HONNETH E TAYLOR
Vigevando Araújo de Sousa
- Autor
- Vigevando Araújo de Sousa
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 11 / 26
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2019.v11.n26.10.p142
- Páginas
- 142-153
- Idioma
- pt
Este artigo tem por objetivo descrever e comparar as propostas da política de reconhecimento desenvolvidas por Axel Honneth, na obra Luta por reconhecimento, e por Charles Taylor, na obra Argumentos filosóficos. Ambos os pensadores buscam em Hegel uma referência teórica para renovar suas teorias. Em Honneth, a noção de reconhecimento está fortemente ancorada na intersubjetividade dos indivíduos, decorrente de uma luta por reconhecimento: o desrespeito a qualquer uma das formas de reconhecimento pleno – o amor, o direito e a solidariedade – gera demandas sociais de reconhecimento e, consequentemente, a luta pelo mesmo. Em Taylor, o reconhecimento pressupõe uma noção ontológica de bem, prefigurado na linguagem, tradição, valores e costumes. Ambos os autores mantêm um vínculo forte com a ideia hegeliana da intersubjetividade como instância fundamental na formação das identidades, enquanto base coletiva dos movimentos sociais.
