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DIREITO À VERDADE COMO DIREITO À MEMÓRIA: O CASO GOMES LUND E OUTROS (“GUERRILHA DO ARAGUAIA”) VS. BRASIL

Geovana Faza da Silveira Fernandes, Sergio de Souza Salles, Denise Mercedes Núñez Nascimento Lopes Salles

Autor
Geovana Faza da Silveira Fernandes, Sergio de Souza Salles, Denise Mercedes Núñez Nascimento Lopes Salles
Revista
Synesis (ISSN 1984-6754)
Edição
13 / 2
Ano
2021
Páginas
236-264
Idioma
pt
2021Geovana Faza da Silveira Fernandes, Sergio de Souza Salles, Denise Mercedes Núñez Nascimento Lopes Salles. DIREITO À VERDADE COMO DIREITO À MEMÓRIA: O CASO GOMES LUND E OUTROS (“GUERRILHA DO ARAGUAIA”) VS. BRASIL. Synesis (ISSN 1984-6754), v. 13, n. 2, p. 236-264, 2021.2

No discurso do direito internacional, emerge o direito à verdade como um novo conceito jurídico a mobilizar uma diversidade de agendas e interesses. O presente estudo procura interpretar o direito à verdade como direito à memória a partir da análise da sentença de condenação do Brasil pela Corte Interamericana no caso Gomes Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”). Por ser um caso exemplar de demanda perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos, procura-se demonstrar que o persistente desconhecimento da verdade equivale à amnésia institucional forçada e a persistência de delitos do esquecimento, que pretendem apagar os traços das violências passadas contra a dignidade da pessoa humana.