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DO ALTER EGO À INTERSUBJETIVIDADE TRANSCENDENTAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE AS MEDITAÇÕES CARTESIANAS DE HUSSERL

Beatriz Viana de Araujo Zanfra, Gustavo Fujiwara

Autor
Beatriz Viana de Araujo Zanfra, Gustavo Fujiwara
Revista
Revista Dissertatio de Filosofia
Edição
49
Ano
2019
DOI
10.15210/dissertatio.v49i0.13028
Páginas
274-286
Idioma
pt
2019Beatriz Viana de Araujo Zanfra, Gustavo Fujiwara. DO ALTER EGO À INTERSUBJETIVIDADE TRANSCENDENTAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE AS MEDITAÇÕES CARTESIANAS DE HUSSERL. Revista Dissertatio de Filosofia, v. 49, p. 274-286, 2019.3

Este artigo pretende investigar a maneira pela qual o filósofo alemão Edmund Husserl, em Meditações Cartesianas (1929), modaliza e pretende solucionar o problema do solipsismo a partir dos expedientes de sua fenomenologia transcendental. Neste registro, a “tensão” a ser efetivamente superada está na passagem do ego transcendental ao alter ego: de que maneira poder-se-ia escapar ao solipsismo se, em regime de redução fenomenológica transcendental, descubro-me como ego transcendental e, portanto, como o fiador último da experiência? Tendo em vista essas considerações, o interesse do presente artigo será o de, partindo da descrição do ego cogito husserliano por meio do método da redução fenomenológica transcendental, descobrir como, refutando a objeção de solipsismo, Husserl teria chego à descoberta do alter ego e em seguida teria mapeado a possibilidade da intersubjetividade transcendental e, consequentemente, do mundo objetivo.