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Do tempo à eternidade: : tenção originária e esperança no livro xII do de civitate dei de Santo Agostinho

José Teixeira Neto

Autor
José Teixeira Neto
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
1 / 1
Ano
2008
Páginas
74-80
Idioma
pt
2008José Teixeira Neto. Do tempo à eternidade: : tenção originária e esperança no livro xII do de civitate dei de Santo Agostinho. Trilhas Filosóficas, v. 1, n. 1, p. 74-80, 2008.2

A leitura do décimo segundo livro do De civitate Dei leva a considerar a história humana como tenção entre tempo e eternidade. Contudo, o objetivo não é pensar a história como um problema, ou seja, não se trata de fazer historiografia, mas busca-se descrever um "algo" originário (desestabilizador) como fundo último sobre o qual cada um constrói a própria existência. Com outras palavras, é a radicalização última em Agostinho do esquema pecado-punição: a existência humana, no seu í­nterim, é marcada profundamente pela pena, conseqüência do pecado de origem. Entretanto, afirmar, com Agostinho, que a existência humana se revela como í­nterim significa reconhecer um movimento, uma propensão para"¦ Assim, pergunta-se se em Agostinho a problemática do mal moral (pecado) e do mal fí­sico (punição justamente merecida) apresenta-se tão radical a ponto de destruir a originária tenção do homem para Deus. Agostinho é pessimista ao considerar a existência humana? O homem está fadado ao desespero ou a vocação originária para Deus permanece como originária? Dessa forma, o presente artigo objetiva mostrar que o Livro XII do De Civitate Dei é uma radicalização da concepção agostiniana sobre o mal moral e o mal fí­sico e investiga as conseqüências desta concepção no que se refere à visão de Agostinho sobre a história humana Ainda busca mostrar que a vocação originária para a eternidade pode ser vivida no tempo sob o signo da esperança.