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Do velho ao novo Nordeste: região, cultura e planejamento de Gilberto Freyre a Franklin de Oliveira

Ricardo de Souza Rocha

Autor
Ricardo de Souza Rocha
Revista
Antíteses
Edição
14 / 28
Ano
2022
DOI
10.5433/1984-3356.2021v14n28p95
Páginas
95-126
Idioma
pt
2022Ricardo de Souza Rocha. Do velho ao novo Nordeste: região, cultura e planejamento de Gilberto Freyre a Franklin de Oliveira. Antíteses, v. 14, n. 28, p. 95-126, 2022.3

O artigo propõe um percurso desde o “velho” ao “novo” Nordeste, isto é, de como a região Nordeste passou de centro a periferia. Amparando-se, em parte, na tese da historiadora Maria Odila Leite da Silva Dias sobre a “interiorização da Metrópole”, entende-se o processo de construção do Estado-Nação Brasil como uma (re)colonização do território a partir das metrópoles do Centro-Sul – Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte – sobre as demais regiões brasileiras, entendidas como o “interior”. Nesta direção, propõe-se analisar como se constitui a “região-problema” nordestina, bem como as tentativas de superação de suas mazelas, com destaque para a criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). Paralelamente, será abordada sua transmutação exatamente em um sinônimo, não só de região-problema, como, principalmente, de região explorada, de acordo com a obra de Franklin de Oliveira, enquanto território não apenas geográfico e sim simbólico. O artigo se encerra com uma breve comparação com o caso argentino, posto que no país vizinho a “Questão Regional” também surge como resposta às demandas do “interior”, em meio ao desenvolvimento da ideologia do planejamento.