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DUAS CANÇÕES IRREVERENTES, DE JOSÉ ALBERTO KAPLAN: UMA PROPOSTA DE ANÁLISE À LUZ DA TEORIA DIALÓGICA DA LINGUAGEM

Vladimir Alexandro Pereira Silva

Autor
Vladimir Alexandro Pereira Silva
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
25 / 2
Ano
2025
DOI
10.21680/1984-3879.2025v25n2ID41909
Páginas
BHK20
Idioma
pt
2025Vladimir Alexandro Pereira Silva. DUAS CANÇÕES IRREVERENTES, DE JOSÉ ALBERTO KAPLAN: UMA PROPOSTA DE ANÁLISE À LUZ DA TEORIA DIALÓGICA DA LINGUAGEM. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 25, n. 2, p. BHK20, 2025.3

Este estudo tem como objetivo ampliar as leituras sobre as Duas canções irreverentes, de José Alberto Kaplan (Rosário, Argentina, 1935 – João Pessoa-PB, 2009), analisando tais composições à luz da Teoria Dialógica da Linguagem (TDL), tomando como referência os fundamentos do Círculo de Bakhtin. Com uma abordagem qualitativa, a pesquisa se debruça sobre aspectos musicais, textuais e discursivos, correlacionando-os a fim de construir sentidos possíveis que possam expandir, de modo geral, a percepção dos leitores, ouvintes e intérpretes, sejam eles/elas cantores (as) ou pianistas. O texto está organizado em duas partes. Na primeira, definimos as bases teóricas da análise. Na segunda, aplicamos tais fundamentos ao processo de interpretação da estrutura poético-musical-discursiva das duas obras. Os resultados indicam que José Alberto Kaplan foi um compositor profundamente comprometido com as questões sociais, políticas e culturais de seu tempo e que, inspirado em Bertolt Brecht, via a arte como instrumento de reflexão e transformação, entendendo o ato de compor como um ato ético e responsável. No ano em que Kaplan completaria noventa anos, este estudo homenageia seu legado, reafirmando sua relevância como artista e pensador.