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DUAS NOÇÕES DE A PRIORI HISTÓRICO: A TRADIÇÃO E O ARQUIVO – A CONCEPÇÃO DE UMA “ANTI-CRISE” DE MICHEL FOUCAULT

Ronaldo Filho Manzi

Autor
Ronaldo Filho Manzi
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
19 / 1
Ano
2014
DOI
10.5216/phi.v19i1.27878
Páginas
191-217
Idioma
pt
2014Ronaldo Filho Manzi. DUAS NOÇÕES DE A PRIORI HISTÓRICO: A TRADIÇÃO E O ARQUIVO – A CONCEPÇÃO DE UMA “ANTI-CRISE” DE MICHEL FOUCAULT. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 19, n. 1, p. 191-217, 2014.2

Este artigo busca mostrar como podemos pensar o a priori histórico sob duas perspectivas diferentes. Por um lado, quando Husserl fala de um a priori histórico, ele se refere à tradição. Ou seja, à possibilidade de o sujeito reativar idealidades e resignificá-las. Por outro, a proposta de Foucault em As palavras e as coisas e em A arqueologia do saber. Neste caso, o a priori histórico é visto a partir de uma arqueologia que vai de encontro com a concepção husserliana. Seguindo Foucault, poderíamos ler sua tese de 1966 enquanto uma "anti-Crise" (Crise da ciência europeia e a fenomenologia transcendental).