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DURAÇÃO E ESPAÇO: A LIBERDADE ENQUANTO DADO IMEDIATO NO PENSAMENTO DE HENRI BERGSON

Carlos Diogo Mendonça da Silva, Sônia Maria Soares de Oliveira

Autor
Carlos Diogo Mendonça da Silva, Sônia Maria Soares de Oliveira
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2021
Idioma
pt-BR
2021Carlos Diogo Mendonça da Silva, Sônia Maria Soares de Oliveira. DURAÇÃO E ESPAÇO: A LIBERDADE ENQUANTO DADO IMEDIATO NO PENSAMENTO DE HENRI BERGSON. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2021.2

Tomando como referência a obra bergsoniana, Ensaio sobre os dados imediatos da consciência (1889), buscamos, no presente texto, retomar a leitura de Henri Bergson, tendo como referência o problema da liberdade. Tal questão fazia parte do debate científico da época, principalmente no positivismo. O problema da liberdade é, antes de tudo, metafísico, pois é sustentado sobre uma noção impura e imprecisa do tempo. Para tanto, faz-se necessário discorrer sobre os conceitos de duração e espaço, a fim de compreendermos esta enquanto dato imediato da consciência. Em Bergson, a vida interior é de natureza temporal e não espacial. Na raiz dessa problemática está o conflito que se faz entre tempo e espaço ao não percebermos que os estados psicológicos, assim como a vida psíquica são de natureza exclusivamente qualitativa. A partir desse embate, tem-se a representação de um eu superficial e de uma multiplicidade quantitativa dos estados psicológicos como se fossem de natureza física, assim fez a psicofísica, pois elegeu a vida psíquica existindo numa ilusória temporalidade espacial. Assim, não podemos reduzir a noção de tempo à noção de espaço porque são realidades distintas. É imperativa a depuração do misto, tempo e espaço, da qual fomentará, de  um lado, o puro espaço e, de outro, a pura duração. Por fim, o filósofo nos fala de um tempo que está decorrendo, duração e não ao tempo de conservação da espacialidade simbólica.