- Autor
- Adilson Koslowski
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 20 / 1
- Ano
- 2015
- DOI
- 10.5216/phi.v20i1.36115
- Páginas
- 11-36
- Idioma
- pt
O objetivo deste texto é sustentar que o conceito de tecnociência não é confuso quando seu sentido é compreendido de certas maneiras. O uso desse conceito é encontrado dentro e fora do mundo acadêmico. Porém, nem todos os filósofos estão satisfeitos como é aplicado em filosofia da ciência e da tecnologia. Mario Bunge (2012) defende que o conceito é gerador de confusão em relação à distinção clássica entre ciência pura, aplicada e tecnologia. Segundo o filósofo argentino-canadense, o único sentido admissível do termo ocorre quando é aplicado à atividade de indivíduos que são tanto cientistas quanto tecnólogos, como foi o caso de Galileu ou Tesla. Contrariando tal posição, penso que o termo pode ser usado, pelo menos, de modo não confuso no sentido proposto pelo filósofo Javier Echeverría (2003; 2005).
