“Ebó imagético”: um experimento conceitual para a compreensão do Cinema Negro Brasileiro como ferramenta de expurgo da colonialidade
Josué Victor dos Santos Gomes
- Autor
- Josué Victor dos Santos Gomes
- Revista
- Perspectivas
- Edição
- 10 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.20873-rpv10n1-34
- Páginas
- 155-185
- Idioma
- pt
O artigo investiga como o cinema negro brasileiro retrata a violência e a morte de pessoas negras e o impacto dessas representações na construção de um imaginário social. A partir da análise de obras como “Rapsódia para um homem negro” (Gabriel Martins, 2015), “Rio das Almas e Negras Memórias” (Taize Inácia e Thaynara Rezende, 2019), “M8: quando a morte socorre a vida” (Jeferson De, 2020) e Egum (Yuri Costa, 2020), o autor propõe o conceito de “ebó imagético”. Esse conceito visa entender a narrativa visual como um ritual de cura, permitindo um expurgo simbólico das cristalizações racistas no cinema e um enfrentamento da necropolítica que marca as trajetórias negras. O estudo sugere que o Cinema Negro Brasileiro não apenas denuncia a violência, mas também atua como ferramenta de resistência e recriação de subjetividades, promovendo uma reflexão sobra morte social, escravidão continua e colonialidade.
