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ECOLOGIA LINGUÍSTICA DA PALAVRA-CHAVE “NEGACIONISMO”: DO ELEMENTO LINGUÍSTICO A UMA CRÍTICA SOCIOCULTURAL DE UM FENÔMENO DIFUSO

Cláudio Márcio do Carmo

Autor
Cláudio Márcio do Carmo
Revista
ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -
Edição
4 / 1
Ano
2023
DOI
10.56837/Araripe.2023.v4.n1.1149
Páginas
105-138
Idioma
pt
2023Cláudio Márcio do Carmo. ECOLOGIA LINGUÍSTICA DA PALAVRA-CHAVE “NEGACIONISMO”: DO ELEMENTO LINGUÍSTICO A UMA CRÍTICA SOCIOCULTURAL DE UM FENÔMENO DIFUSO. ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -, v. 4, n. 1, p. 105-138, 2023.2

O presente texto traz uma análise do negacionismo a partir da junção da Análise Crítica do Discurso – de maneira mais específica aquela que institui o raciocínio dialético como metodologia (Fairclough, 2015; 2018) – em interface com a Linguística de Corpus, inspirado no trabalho de Magalhães (2004), em sua abordagem de palavras-chave (Williams, 1976), para análise de corpus de pequena dimensão (Sinclair, 2001). A partir desse aporte, buscamos analisar um corpus de textos midiáticos sobre negacionismo, como contribuição para averiguar as relações lexicais que constroem uma argumentação e uma série de articulações que procuram sustentá-lo, bem como indicar os vieses com os quais ele se conecta numa tentativa fundante de desconstrução de saberes instituídos como o da ciência. Como resultado, percebemos a fragilidade do negacionismo, mas o perigo que representa ao sair do universo das ideias para o universo do comportamento, na forma de negação sem argumentação plausível ou com ela fragilizada e sem uma validação de propostas, gerando um ambiente insalubre para todos, especialmente para os próprios negacionistas.