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Educação Profissional: a normalização biopolítica da subjetividade do trabalhador

Samuel Brasileiro Brasileiro Filho

Autor
Samuel Brasileiro Brasileiro Filho
Revista
Revista Dialectus
Edição
1
Ano
2016
DOI
10.30611/2012n1id5156
Páginas
240-256
Idioma
pt
2016Samuel Brasileiro Brasileiro Filho. Educação Profissional: a normalização biopolítica da subjetividade do trabalhador. Revista Dialectus, n. 1, p. 240-256, 2016.1

O presente artigo realiza uma investigação teórica sobre as condições de existência da subjetividade produtiva e suas implicações com a relação entre o trabalho e a educação, tendo como contexto histórico da transição da sociedade industrial para a sociedade pós-industrial, adotando-se um referencial teórico fundamentado no pensamento de Karl Marx e Michel Foucault. Com base na filosofia de Marx a existência da subjetividade produtiva está diretamente relacionada com a forma de produção, porém sua abordagem sobre a subjetividade, enquanto consciência do trabalhador, não é limitada pelo determinismo economicista, mas ampliada para uma ontologia do ser social. A transição para sociedade pós-industrial promove a emergência de crescente hegemonia qualitativa do trabalho imaterial, os quais associados ao processo de reestruturação produtiva conformam novas condições de existência subjetiva, uma existência biopolítica da subjetividade produtiva, a qual é analisada segundo o conceito de Biopolítica de Foucault. O texto é finalizado com uma sucinta análise no modelo das competências como um exemplar dispositivo de normalização subjetiva da sociedade pós-industrial.