Emoldurando o Recife: Geografias Fílmicas no Cinema Pernambucano Contemporâneo
Maria Helena Braga e Vaz da Costa
- Autor
- Maria Helena Braga e Vaz da Costa
- Revista
- Perspectivas
- Edição
- 10 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.20873-rpv10n1-30
- Páginas
- 78-105
- Idioma
- pt
Na contemporaneidade tornaram-se imprescindíveis investigações que priorizam as abordagens, como a fílmica e a cultural para (re)pensar o espaço sob a perspectiva do seu caráter subjetivo, considerando os “códigos simbólicos” envolvidos. Filme, nesse contexto, tanto se configura em um rico e válido objeto para a análise do discurso sobre o conceito de lugar, quanto possibilita o surgimento de novas tipologias espaciais considerando que o cinema, por exemplo, é um meio capaz de construir e produzir novos espaços/lugares através da produção de diversas visualidades destes. De modo geral, a cena urbana nos filmes dirigidos por cineastas pernambucanos tem um tema recorrente: a cidade do Recife-PE e o contraste entre seu passado histórico e colonial e o presente marcado pela expansão urbana e crescente da cidade; verticalização associada à especulação imobiliária – que acontece simultaneamente à mobilização e reivindicações de movimentos de grupos sociais e da sociedade civil, organizados em torno de discussões envolvendo a especulação no espaço urbano e o direito à cidade. Assim, o lugar (Recife) em filmes como Febre do Rato (Claudio Assis, 2012), O Som ao Redor (Kleber Mendonça Filho, 2012) e Aquárius (Kleber Mendonça Filho, 2016) é colocado no centro de suas narrativas.
