Empatia Fenomenológica por Edith Stein e Atitude Empática por Carl Rogers: Um Diálogo Possível?
Ismael Ivan Rockenbach, Vitória Silva Felix, Sandra Souza da Silva
- Autor
- Ismael Ivan Rockenbach, Vitória Silva Felix, Sandra Souza da Silva
- Revista
- Revista Ágora Filosófica
- Edição
- 25 / 3
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.25247/P1982-999X.2025.v25n3.p178-202
- Páginas
- 178-202
- Idioma
- pt
A empatia tem sido objeto de análise de diferentes autores e correntes teóricas ao longo do tempo. A sua conceituação e o modo como este fenômeno humano se apresenta nas relações intersubjetivas foram postulados por fenomenólogos como Edith Stein, enquanto que autores do campo da psicologia, como Carl Rogers, buscaram descrever a atitude empática na relação psicoterapêutica. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi dialogar entre a conceituação fenomenológica da empatia por Edith Stein e a atitude empática na psicoterapia centrada na pessoa proposta por Carl Rogers, buscando identificar possíveis consensos, interseções e dissensos entre os trabalhos de Stein e Rogers quanto ao tema. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica qualitativa de revisão narrativa incluindo literatura na língua portuguesa, inglesa e alemã, especialmente a publicação original de um fragmento da tese de doutorado de Stein e outros textos originais posteriores de sua autoria com caráter autobiográfico. O que identificamos esteve muito mais próximo de possíveis consensos do que dissensos. Apesar de partirem de contextos de vida e realidades sociais diferentes, com propósitos científicos diversos, a filósofa e o psicólogo apresentaram, em suas descrições sobre a empatia e seus aspectos correlatos, um roteiro cuja evolução trazia elementos, muitas vezes, ressonantes. Ou seja, ao desenvolverem suas teorias, Stein e Rogers comungaram de percepções sobre a relação empática que podem ser situadas, frequentemente, em linhas confluentes. Contudo, é importante destacar que este ensaio sobre as aproximações teóricas em torno das postulações de Stein e Rogers sobre a empatia não tem como objetivo encerrar o diálogo ao qual se propôs, mas sim abrir espaço para novas e abrangentes reflexões que se proponham a aprofundar o olhar sobre o fenômeno humano da empatia.
