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Encaminhamentos para pensar a dissolução do sujeito na crítica de Nietzsche à metafísica

Marioni Fischer de Mello

Autor
Marioni Fischer de Mello
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2012
Idioma
pt-BR
2012Marioni Fischer de Mello. Encaminhamentos para pensar a dissolução do sujeito na crítica de Nietzsche à metafísica. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2012.2

A dissolução do sujeito na crítica de Nietzsche à metafísica se delineia, principalmente, no terceiro período de sua obra, no qual o filósofo estabelece sua doutrina da vontade de potência. O empreendimento éorientado por uma reflexão na qual a efetividade, preconizada pela dinamicidade da vida, se encarrega de produzir. O objetivo deste trabalho é elucidar o encaminhamento teórico pelo qual o filósofo estabelecerá, posteriormente, a superação do conceito tradicional de sujeito. Ao debruçar-se sob a história do pensamento ocidental orientado pelas idéias socrático-platônicas, Nietzsche denuncia o desprezo à efetividade como consequência das dicotomias instituídas pela metafísica, que impõe radicalmente a condenação à vida. A ênfase em tal desaprovação considera a relevância das configurações impulsionais que o corpo representa em sua filosofia. Outorgado estatuto de plena radicalidade à efetividade, as dualidades metafísicas passam a ser superadas e a multiplicidade de impulsos que configuram o vir-a-ser passa a ser considerada.