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ENTRE A CULTURA DE VIDRO E A EMERGÊNCIA DAS TELAS: CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONCEITO DE EXPERIÊNCIA [ERFAHRUNG] EM TEMPOS DIGITAIS

André Gonçalves, Maurício Fernandes

Autor
André Gonçalves, Maurício Fernandes
Revista
Revista Dialectus
Edição
35
Ano
2024
DOI
10.30611/2024n35id94737
Páginas
174-188
Idioma
pt
2024André Gonçalves, Maurício Fernandes. ENTRE A CULTURA DE VIDRO E A EMERGÊNCIA DAS TELAS: CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONCEITO DE EXPERIÊNCIA [ERFAHRUNG] EM TEMPOS DIGITAIS. Revista Dialectus, v. 35, p. 174-188, 2024.3

Este artigo propõe considerações sobre o conceito de experiência [Erfahrung] a partir do texto Experiência e Pobreza, de Walter Benjamin, publicado em 1933, no qual o intelectual alemão desenvolve argumentos relacionados à experiência e à cultura observando o desenvolvimento tecnológico a partir da modernidade do século XIX, e sugere que haveria um “empobrecimento da experiência”, fazendo referência ao que chama de “cultura de vidro”. Articula-se essa leitura ao que tem sido chamado de “cultura de telas” - momento em que a tecnologia exige contato permanente com as telas dos dispositivos eletrônicos que se tornam, cada vez mais, extensões do corpo e da mente humanos. Ao final, fornece observações que permitem propor novas perspectivas sobre um suposto “empobrecimento” ou surgimento de novas formas de experiência a partir do uso desses dispositivos.