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ENTRE A PRAGMÁTICA LINGUÍSTICA E A HERMENÊUTICA FILOSÓFICA: HEGEL E OS DESAFIOS DE UMA ESTRUTURAÇÃO LINGUÍSTICA DA EXPERIÊNCIA

Erick LIMA

Autor
Erick LIMA
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
39 / 3
Ano
2016
DOI
10.1590/S0101-31732016000300005
Idioma
pt
2016Erick LIMA. ENTRE A PRAGMÁTICA LINGUÍSTICA E A HERMENÊUTICA FILOSÓFICA: HEGEL E OS DESAFIOS DE UMA ESTRUTURAÇÃO LINGUÍSTICA DA EXPERIÊNCIA. Trans/Form/Ação, v. 39, n. 3, 2016.2

Gostaria aqui de contribuir tanto à compreensão das concepções de Hegel acerca da linguagem quanto para uma apreciação da interlocução entre essas concepções e alguns desenvolvimentos na filosofia pós-hegeliana. O tema mais geral consiste em evidenciar os esforços de Hegel para estabelecer uma relação intrínseca entre experiência e linguagem. Primeiramente, tomando como ponto de partida questões diretivas da epistemologia moderna, gostaria de compreender traços da concepção hegeliana de linguagem no contexto de uma tematização intersubjetivista da validade objetiva (1). Em segundo lugar, gostaria de refletir sobre a relação entre metafísica inferencial e cognição (2). Finalmente, depois de tentar respaldar a tese de que Hegel antecipa a questão de uma tensão entre o gramatical e a historicidade do léxico (3), mostro como a conexão entre a guinada ontológica na hermenêutica e a doutrina hegeliana da sentença especulativa conduz à experiência do inacabamento linguístico do sentido poético (4).