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Entrevista com Antoinette Rouvroy: Governamentalidade Algorítmica e a Morte da Política

Antoinette Rouvroy, Maria Cecília Pedreira de Almeida, Marco Antonio Sousa Alves

Autor
Antoinette Rouvroy, Maria Cecília Pedreira de Almeida, Marco Antonio Sousa Alves
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
8 / 3
Ano
2021
DOI
10.26512/rfmc.v8i3.36223
Páginas
15-28
Idioma
pt
2021Antoinette Rouvroy, Maria Cecília Pedreira de Almeida, Marco Antonio Sousa Alves. Entrevista com Antoinette Rouvroy: Governamentalidade Algorítmica e a Morte da Política. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 8, n. 3, p. 15-28, 2021.1

Antoinette Rouvroy é sem dúvida umas das principais referências mundiais no que se refere ao uso dos big data e de algoritmos nas sociedades modernas, tendo cunhado o termo, juntamente com Thomas Berns, de “governamentalidade algorítmica”, agora bastante estudado e difundido. Nesta entrevista, encaminhada com exclusividade à Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, a pesquisadora afirma que certas tecnologias pretenderiam eliminar as incertezas sobre o futuro, interferindo e moldando comportamentos humanos. Apesar de tecer duras críticas à atual  “sociedade da otimização”, na qual se destacam ao mesmo tempo o afã de otimização e ao mesmo tempo a espantosa passividade digital, também declara ter esperanças em um futuro não tão distópico. Segundo ela, “a melhor forma de resistência é não se deixar fascinar pela Inteligência Artificial”. Por fim, revela que é preciso lidar com o fato de que os dados são excessivamente centralizados por grandes companhias e fora de qualquer controle de natureza democrática. Portanto, segundo Rouvroy, é preciso repensar profundamente a situação dos dados, para que as instituições possam exercer algum papel, garantindo a transparência e a finalidade de sua utilização. A entrevista foi concedida originariamente ao Green European Journal, em inglês, em março de 2020. Aqui trazemos a versão revista e ampliada pela autora, com passagens inéditas.