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Erguer a voz com bell hooks

Izilda Johanson

Autor
Izilda Johanson
Revista
Kalagatos
Edição
19 / 1
Ano
2022
Páginas
eK22017
Idioma
pt
2022Izilda Johanson. Erguer a voz com bell hooks. Kalagatos, v. 19, n. 1, p. eK22017, 2022.3

Neste artigo exploraremos alguns pontos nucleares da reflexão que bell hooks propõe em seu ensaio Erguer a voz: falar como feminista, falar como negra. Veremos que, segundo bell hooks, erguer a voz dirá respeito à constituição sobretudo de um lugar em que ser mulher e ser negra deverá significar o mesmo que ser sujeito do próprio pensar; e, ainda, fazer-se ouvir: ouvir a si mesma, por si mesma, e ser ouvida por outras, outros, outres também, num processo que exigirá, necessariamente, a contrapartida de uma escuta. Por fim, restará a questão do modo como esses movimentos e esses gestos que levam alguém a ser sujeito, ser voz e ser escuta podem se integrar; veremos que isto se tornará real por meio de um agir e de um pensar autenticamente feminista.