ERIC VOEGELIN E “A ERA ECUMÊNICA”: Historiogênese, ideologia e revolta egofânica
ANDERSON BARBOSA PAZ
- Autor
- ANDERSON BARBOSA PAZ
- Revista
- Prometeus - Journal of Philosophy
- Edição
- 38
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.52052/issn.2176-5960.pro.v14i39.16593
- Idioma
- pt
O quarto volume da obra “Ordem e História” de Eric Voegelin, intitulado de “A Era Ecumênica”, marca a última mudança no pensamento do filósofo alemão. Voegelin rejeita uma concepção linear da história e sugere que as “irrupções espirituais” das civilizações se tornem o objeto de análise para identificar a “ordem da história”. A partir disso, Voegelin rejeita os sistemas imanentistas da modernidade, notadamente, ideologias, como “revoltas egofânicas” que trazem desequilíbrio no Intermédio ou “metaxia” entre o cosmos e o além. O objetivo do presente artigo é identificar a concepção de história e a crítica às ideologias modernas na obra “A Era Ecumênica” de Eric Voegelin. Adota-se metodologia exploratória e abordagem qualitativa na investigação do objetivo proposto. O trabalho conclui que, apesar da importante crítica voegiliniana à perda de fundamento transcendente da política moderna, a filosofia política do “último Voegelin” de “A Era Ecumênica” tem pouco a dizer sobre a política concreta, revelando-se uma filosofia da consciência apolítica em sentido normativo.
