- Autor
- Natalia Maruyama
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 1 / 16
- Ano
- 2010
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v1i16p117-135
- Páginas
- 117-135
- Idioma
- pt
Para Rousseau a guerra é gerada no interior mesmo da associação. Podemos tomar como referência aquelas primeiras sociedades, mais rústicas, da Época de Ouro, ou as sociedades políticas que já supõem o estabelecimento do direito e das leis mediante o pacto social. A sociabilidade não exclui a guerra latente, condicionada pelos conflitos entre interesses divergentes. Como isso é possível? Do ponto de vista da associação, os laços entre guerra e sociabilidade se formam junto às desigualdades instauradas pelo pacto social. Desse modo, podemos dizer que a associação não elimina, mas prolonga o estado generalizado de guerra. No presente estudo consagramo-nos à interpretação de Derathé, a partir da caracterização de duas oposições – entre Rousseau e Hobbes e entre estado de natureza e estado de guerra – e um assentamento, a tese da sociabilidade natural.
