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ESTÉTICA E LINGUAGEM EM WITTGENSTEIN: CRÍTICA À ONTOLOGIA DO BELO E À CAUSALIDADE

Daniel Pala Abeche

Autor
Daniel Pala Abeche
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
10 / 22
Ano
2018
DOI
10.36311/1984-8900.2018.v10n22.09.p68
Páginas
68 - 78
Idioma
pt
2018Daniel Pala Abeche. ESTÉTICA E LINGUAGEM EM WITTGENSTEIN: CRÍTICA À ONTOLOGIA DO BELO E À CAUSALIDADE. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 10, n. 22, p. 68 - 78, 2018.3

Wittgenstein não se dedicou estreitamente à estética, entretanto, o tema perpassa o itinerário epistemológico do filósofo de forma fulcral. No Tractatus Logico-Philosophicus, a estética –assim como a ética- é relegada à inefabilidade, posteriormente esta assume caráter crucial no pensamento tardio do autor e é representada pelo conceito de ver aspectos nas Investigações Filosóficas. Mas é nas Aulas e Conversas Sobre Estética, Psicologia e Fé Religiosa que encontramos um olhar crítico do autor em relação a uma possível ontologia do belo e à causalidade estética. Para o autor, no combate ao nominalismo, ao expressar-se sobre arte há necessidade de se compreender os jogos de linguagem e formas de vida. Assim, Wittgenstein critica o belo como objeto da estética e sugere que a normatividade substitua o adjetivo interjetivo como manifestação da expressão estética. Outrossim, o filósofo atribui a compreensão da arte ao fluxo da vida, às impressões relacionadas com as vivências e experiências de quem é exposto a uma obra de arte, e não à causalidade.