ESTRUTURA ONTO-COSMOLÓGICA DO TEMPO EM GILLES DELEUZE NA FORMA DO ETERNO RETORNO COMO EXTRA-SER
João Marcos de Lima Rosa
- Autor
- João Marcos de Lima Rosa
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 12 / 26
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.26512/pl.v12i26.48209
- Páginas
- 239 - 276
- Idioma
- pt
Intenciona-se aqui apresentar uma possível estrutura do tempo na filosofia de Gilles Deleuze pela sua leitura dos paradoxos do tempo em Henri Bergson e da pirâmide dos destinos de G.W. Leibniz. Com isto, objetiva-se uma forma derivada de um duplo cone – referindo-se ao passado e futuro – de forma que se conecte um campo transcendental unívoco do tempo no conceito de Eterno Retorno, este que Deleuze retira de Friedrich Nietzsche. Neste aspecto, o Eterno Retorno se insere como forma transcendental para uma estrutura de séries temporais disjuntas e mundos possíveis distintos. Tomando o Eterno Retorno como expressão do Ser Unívoco, temos aqui uma conjugação do Eterno Retorno do Mesmo de Nietzsche com o da Diferença de Deleuze. Nisto, busca-se explicitar o conceito de Destino pela visão de Deleuze, implicando a inserção de um quinto paradoxo do tempo como aquele reservado a uma ligação entre passado e futuro no movimento do retorno.
