- Autor
- Lincoln Frias
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 58 / 1
- Ano
- 2013
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2013.1.7762
- Páginas
- 99-117
- Idioma
- pt
O artigo organiza o debate sobre a medicina genética corretiva (as intervenções genéticas em seres humanos) e analisa as principais objeções contra ela: (1) a acusação de eugenia e (2) a possibilidade do aumento da discriminação e da desigualdade social. A primeira objeção é respondida através da distinção entre eugenia liberal e eugenia autoritária e da crítica à distinção entre terapia e melhoramento. À segunda objeção é oferecida a resposta liberal através da discussão de seus princípios de justiça genética. Portanto, as principais questões morais em torno da medicina genética corretiva são: (a) as intervenções genéticas ameaçam a comunidade moral? e (b) como evitar as consequências sociais indesejáveis das intervenções genéticas? Embora o respeito à autonomia da futura criança e o interesse pela justiça social coloquem limites éticos a esse tipo de intervenção, a conclusão é que a medicina genética corretiva não deve ser proibida.
