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Experiência e Natureza: a Teoria da Gestalt entre a ciência e a fenomenologia (Experiência e Natureza no Gestaltismo)

Base Filosófica

Revista
Cadernos de História e Filosofia da Ciência
Edição
19 / 2
Ano
2017
Idioma
pt
2017Base Filosófica. Experiência e Natureza: a Teoria da Gestalt entre a ciência e a fenomenologia (Experiência e Natureza no Gestaltismo). Cadernos de História e Filosofia da Ciência, v. 19, n. 2, 2017.1

Apresentamos neste artigo uma leitura da Teoria da Gestalt que enfatiza o papel da investigação fenomenológica na fundamentação de seus conceitos centrais e na construção de uma nova noção de natureza que permitiria a integração das diferentes disciplinas científicas. A essência de nossa argumentação consistiu numa análise da obra “O lugar do valor num mundo de fatos” de Wolfgang Köhler, em que a noção de demanda e a descrição da experiência de transcendência transfenomenal se articulam na refutação do fenomenalismo, indicando o caminho para um dualismo epistemológico que implicaria um conceito de natureza como exterior à consciência, mas, ao mesmo tempo, mais próxima do mundo vivido – implicação que consideramos a mais importante da hipótese do isomorfismo. Esse isomorfismo mostrou-se uma das condições de possibilidade da mesma ciência que nega a participação de valores e demandas na natureza que lhe serve de objeto.   Palavras-chave: Fenomenologia. Gestalt. Isomorfismo.