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EXPERIMENTAÇÃO POLÍTICA DA AMIZADE A PARTIR DA TEORIA DOS AFETOS DE ESPINOSA

Lívia Godinho Nery Gomes, Nelson da Silva Júnior

Autor
Lívia Godinho Nery Gomes, Nelson da Silva Júnior
Revista
Cadernos Espinosanos
Edição
28
Ano
2013
DOI
10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2013.81266
Páginas
39-58
Idioma
pt
2013Lívia Godinho Nery Gomes, Nelson da Silva Júnior. EXPERIMENTAÇÃO POLÍTICA DA AMIZADE A PARTIR DA TEORIA DOS AFETOS DE ESPINOSA. Cadernos Espinosanos, n. 28, p. 39-58, 2013.2

A amizade é concebida neste estudo como tendo um sentido político, pois uma condição necessária do exercício político é aquela de considerar a opinião do outro. Em seu sentido político, a amizade favorece o questionamento de pontos de vista fixos e a irrupção de ações inovadoras. A experimentação política da amizade constitui uma relação agonística, de abertura ao outro na qual os corpos estão dispostos a afetar e serem afetados, implicados em contribuir com o aumento da capacidade de reflexão e ação do amigo. Este artigo tem como objetivo discutir a experimentação política da amizade a partir da teoria dos afetos de Baruch Espinosa: o corpo é essencialmente relacional e é na relação com seus outros, na maneira como afeta e é afetado por elesque se dá a condição de possibilidade da resistência à tristeza e afirmação da alegria – compreendida como aumento da potência de pensar e agir.