Voltar para Artigos
Artigos

Fanon, jornalista da justiça social e da libertação, e suas aproximações com a Bioética global de Potter

Anor Sganzerla, Ivo Pereira de Queiroz, Rodolfo Stancki Silva

Autor
Anor Sganzerla, Ivo Pereira de Queiroz, Rodolfo Stancki Silva
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
45 / Special
Ano
2022
DOI
10.1590/0101-3173.2022.v45esp.11.p185
Páginas
185-206
Idioma
pt
2022Anor Sganzerla, Ivo Pereira de Queiroz, Rodolfo Stancki Silva. Fanon, jornalista da justiça social e da libertação, e suas aproximações com a Bioética global de Potter. Trans/Form/Ação, v. 45, n. Special, p. 185-206, 2022.3

As grandes corporações de comunicação, no Brasil, operam como construtoras de sentidos, por meio de narrativas sintonizadas com os interesses de grupos e atores sociais, com desprezo para as demandas e os direitos dos setores populares. Uma prática semelhante de comunicação foi vivenciada por Frantz Fanon, na África. No entanto, o ativista conseguiu fazer da sua práxis jornalística um instrumento a serviço da justiça e da libertação de povos africanos oprimidos. Essa prática libertária de Fanon identifica-se com os ideais da bioética global, criada posteriormente por Van Rensselaer Potter. Frente a esse cenário, esta reflexão quer investigar em que sentido a práxis jornalística de Fanon, durante a guerra de libertação argelina, em busca de justiça social e de libertação, se identifica com os fundamentos da bioética global proposta posteriormente por Potter. A análise consiste numa argumentação de caráter analítico-dedutivo. Se, com a bioética global, Potter procurou restaurar um sentido humano da práxis científica e tecnológica, Fanon buscou esse objetivo como comunicador social e médico.