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Filosofia Coreana: KIM, Halla. Filosofia Coreana. California: The Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2022.

Pedro Mentor

Autor
Pedro Mentor
Revista
Kalagatos
Edição
23 / 1
Ano
2026
DOI
10.52521/kg.v23i1.16586
Páginas
eK29007
Idioma
pt
2026Pedro Mentor. Filosofia Coreana: KIM, Halla. Filosofia Coreana. California: The Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2022.. Kalagatos, v. 23, n. 1, p. eK29007, 2026.1

A filosofia coreana oferece um campo fértil e ainda pouco explorado de investigação filosófica brasileira, cujas especificidades desafiam as categorias estabelecidas pelas tradições ocidentais. Longe de ser mera recepção passiva de sistemas como o budismo, o confucionismo ou, mais tarde, o pensamento moderno europeu, a filosofia na Coreia desenvolveu articulações próprias, profundamente enraizadas em seu contexto histórico, social e espiritual. No panorama histórico ofrecido por Halla Kim, o neoconfucionismo coreano, por exemplo, não apenas adaptou ideias chinesas, mas gerou debates originais como a controvérsia entre i (princípio) e ki (energia), revelando um interesse metafísico singular que articula ética, cosmologia e política. A recepção do budismo resultou em releituras criativas, especialmente na escola Seon (zen), com ênfase em práticas de iluminação direta e crítica à erudição vazia. Na era moderna, a filosofia coreana não se limitou à assimilação do pensamento ocidental, mas procurou, com densidade crítica, repensar a identidade, a modernidade e os desafios da globalização. Este panorama convida a leitora a descobrir uma tradição viva, cujos pensadores dialogam com o mundo a partir de um solo conceitual próprio.