- Autor
- Nara Rela
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 13 / 26
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2022v13n26p475-491
- Páginas
- 475-491
- Idioma
- pt
A filosofia do comportamento econômico, como novo campo de pesquisa filosófica, tem como pilares o pensamento de Adam Smith, que detalhou o comportamento do indivíduo em sociedade quando o tema é a riqueza, e de John Stuart Mill, o filósofo que conferiu status de ciência à economia e que atribuiu à natureza humana a origem do desejo de riqueza e do distúrbio nos modelos econômicos. Considera como homo oeconomicus, não o indivíduo exclusivamente racional da economia neoclássica, ou aquele quase racional da economia comportamental, mas sim o indivíduo em sua inteireza: um ser quase racional, influenciado pelas emoções e por questões éticas, que lida com os assuntos econômicos na sua vida diária e que busca a riqueza como forma de obter aprovação social. A vaidade é apontada como a emoção que subjaz à busca da riqueza, levando o indivíduo ao consumo conspícuo para exibir sinais exteriores de sucesso material ou de suas conquistas, objetivando a admiração, inveja e aprovação do observador. O objetivo do presente artigo é apresentar as bases onde se funda a filosofia do comportamento econômico.
