FILOSOFIA POLÍTICA E TRADIÇÃO INDÍGENA AMAZÔNICA: POLÍTICA SEM AUTORIDADE ENTRE OS KATXUYANA
Daniel Arruda Nascimento
- Autor
- Daniel Arruda Nascimento
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 8 / 16
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2016.v8.n16.08.p96
- Páginas
- 96-109
- Idioma
- pt
Com uma frequência cada vez maior e com uma solicitação que reúne teóricos e ativistas políticos, alguns autores têm esboçado a preocupação com o esgotamento da forma estatal para a organização do convívio e dos negócios humanos, bem como levantado questões sobre a possibilidade de se conceber formas outras que ajudem a solucionar antigos e novos problemas políticos. Seria o Estado o inimigo comum da filosofia política contemporânea? Seria apropriado à filosofia buscar alternativas à organização política nomeada de Estado? Estabelecendo um diálogo com Pierre Clastres e Hannah Arendt, lidando privilegiadamente com o conceito de autoridade, tem o presente artigo o objetivo de trazer à baila o impasse da fórmula estatal, consultando outros modelos de poder que orientam a organização de sociedades de homens. Para essa finalidade, as linhas que se seguem se aproximarão da tradição indígena amazônica e de uma espécie de política que não se funda na autoridade, tendo como base de observação as aldeias do povo Katxuyana e seu modo de ser político.
