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FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PRÁTICA DOCENTE: UMA REFLEXÃO À LUZ DO PENSAMENTO CRÍTICO MARXISTA

Lúcia Helena de Brito, Lydyane Mari Pinheiro de Lima, Sirneto Vicente da Silva

Autor
Lúcia Helena de Brito, Lydyane Mari Pinheiro de Lima, Sirneto Vicente da Silva
Revista
Revista Dialectus
Edição
10
Ano
2017
DOI
10.30611/2017n10id19925
Idioma
pt
2017Lúcia Helena de Brito, Lydyane Mari Pinheiro de Lima, Sirneto Vicente da Silva. FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PRÁTICA DOCENTE: UMA REFLEXÃO À LUZ DO PENSAMENTO CRÍTICO MARXISTA. Revista Dialectus, n. 10, 2017.2

O artigo propõe-se a analisar os atuais modelos de formação continuada propostos pelo Estado brasileiro aos professores da rede pública de ensino, no âmbito das políticas educacionais e seus programas de formação. O intuito é evidenciar os fundamentos que os embasa buscando compreender a concepção de formação proposta e sua relação com as demandas do capital. Orienta-nos a hipótese de que os programas de formação de professor impostos pelo Estado, ao priorizarem o aperfeiçoamento de competências e habilidades destinadas a soluções imediatistas de problemas restritos à prática docente em sala de aula, possuem teor tecnicista e comprometem a compreensão por parte dos professores acerca do amplo contexto no qual está inserida a sua prática docente. Ao efetuarmos estudo bibliográfico sobre o tema e leitura reflexiva das diretrizes que fundamentam os referidos programas verificamos que o quadro conceitual que consubstancia as competências e habilidades propostas como objetivo da formação encontra-se no âmbito da “epistemologia da prática”- formar o professor reflexivo, crítico, a preparar-se para refletir sobre sua prática docente em circunstâncias reais, no momento da ação. Salientamos que a reflexão sobre a prática docente somente pode ser vislumbrada por meio da formação do pensamento crítico. À luz do conceito de crítica em Marx, o ato da reflexão pressupõe um questionamento, que inclui o exercício do pensamento para o entendimento sobre o modo de agir sobre o mundo, e inclui, portanto, intervenções e mudanças. A construção de uma prática emancipatória na escola, mediada pela ação pedagógica, exige o entendimento dos aspectos sociais e históricos nos quais se insere o professor. Inscreve-se na luta por participação efetiva dos sujeitos envolvidos (educadores e educandos) no planejamento e execução dos programas de formação, na luta por uma pedagogia dialógica, uma pedagogia da práxis.Palavras-Chave: Política educacional. Formação de professores. Pensamento crítico-marxista. Prática docente. Emancipação humana.