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Franz Brentano e a descrição dos atos psíquicos intencionais Uma exposição esquemática do manuscrito Psychognosie de 1890

Evandro O. Brito

Autor
Evandro O. Brito
Revista
Revista Ágora Filosófica
Edição
12 / 1
Ano
2012
DOI
10.25247/P1982-999X.2012.v1n1.p87-114
Páginas
87-114
Idioma
pt
2012Evandro O. Brito. Franz Brentano e a descrição dos atos psíquicos intencionais Uma exposição esquemática do manuscrito Psychognosie de 1890. Revista Ágora Filosófica, v. 12, n. 1, p. 87-114, 2012.1

Psicognose (Psychognosie) foi o título original do manuscrito das leituras apresentadas por Franz Brentano na Universidade de Viena, em 1890. Tal manuscrito faz parte da obra intitulada Psicologia descritiva (Deskriptive Psychologie). O propósito desse manuscrito estava divido em duas partes: (1) formular as categorias psicológicas; (2) estabelecer a demarcação entre a Psicologia genética e a Psicognose. Há algo, porém, que nos interessa especificamente, além da demarcação desses dois ramos da psicologia. Trata-se da nova descrição dos atos psíquicos intencionais, explicitada por Brentano a partir da análise da consciência desenvolvida nesse manuscrito. Em outras palavras, esta investigação apresentará o modo como Brentano descreveu a unidade da consciência como o todo que constitui o objeto da Psicognose. Além disso, o ponto fundamental da nossa investigação mostrará que, assumindo a interpretação inaugurada por Roderick Chisholm (1969), a nova descrição dos atos psíquicos introduziu uma mudança na teoria brentaniana da intencionalidade caracterizada como abandono da tese ontológica que sustentava a in-existência dos objetos intencionais.