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GADAMER E DUSSEL: DA HERMENÊUTICA DO DIÁLOGO IMPESSOAL AO DIÁLOGO QUE LIBERTA O ROSTO DA MÁSCARA COLONIAL

Renato Carvalho de Oliveira

Autor
Renato Carvalho de Oliveira
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 41
Ano
2020
DOI
10.13102/ideac.v1i41.4775
Páginas
87-104
Idioma
pt
2020Renato Carvalho de Oliveira. GADAMER E DUSSEL: DA HERMENÊUTICA DO DIÁLOGO IMPESSOAL AO DIÁLOGO QUE LIBERTA O ROSTO DA MÁSCARA COLONIAL. Revista Ideação, v. 1, n. 41, p. 87-104, 2020.1

O presente artigo trata do diálogo. A tese é que a hermenêutica de Gadamer não serve para a filosofia da libertação pensar o diálogo na América Latina, devido ao contraste metafísico de ambas. O autor alemão dedicou-se ao tema e propôs uma hermenêutica do diálogo para a filosofia ocidental. Dialogar é uma relação de conhecimento com o tu impessoal de textos do passado (tradição), o qual é um vestígio metafísico de que o fundamento do diálogo, da hermenêutica de Gadamer, não é o mesmo da filosofia latino-americana. Portanto, o objetivo desta pesquisa é revisar a concepção de diálogo, desde o aporte crítico da filosofia de Enrique Dussel. A metodologia se divide em duas partes. A primeira é uma crítica do diálogo na hermenêutica de Gadamer. A segunda trata da perspectiva de diálogo inferida das reflexões de Dussel sobre o conceito de consciência ética. A conclusão é que enquanto a hermenêutica alemã propõe um diálogo, com base no tu impessoal da tradição, a filosofia da libertação sugere um diálogo, cujo fundamento é o rosto de carne transformado em máscara pela colonialidade eurocêntrica do poder, do saber e do Ser. A implicação ética é que dialogar significa libertar a alteridade latino-americana.