Genealogia e crítica da “Filosofia da Educação”: uma crítica da cooptação da educação pela filosofia a partir de Rancière e Foucault
José Eduardo Pimentel Filho
- Autor
- José Eduardo Pimentel Filho
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 71 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2025.1.47638
- Páginas
- e47638
- Idioma
- pt
Neste artigo buscaremos revisar o ponto considerado inaugural da “Filosofia da Educação” nos gregos, com um especial enfoque crítico na filosofia platônica. Esta revisão será realizada a partir de duas fórmulas extraídas de dois pensadores contemporâneos: Jacques Rancière e Michel Foucault. De Rancière extrairemos a fórmula do “desentendimento”, proposta no livro O Desentendimento (1995). Reconheceremos seu escopo político e utilizaremos seu modus operandi para realizar nossa crítica à “Filosofia da Educação”. E com Foucault buscaremos, a partir da leitura apresentada no curso Hermenêutica do Sujeito, a fórmula do sujeito [mal]educado. Partindo desta fórmula, entenderemos como a figura de Alcibíades serviu (para Platão) como dispositivo legitimador para a negação da pedagogia grega e a fundação de uma “Filosofia da Educação”. Munidos destas fórmulas, buscaremos compreender como a antiguidade (em especial Platão) cooptou e invisibilizou a educação, tal como ela deveria ocorrer na Atenas do século V, em nome de um projeto filosófico.
