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GÊNERO, IDENTIDADE E EXCLUSÃO POLÍTICA EM JUDITH BUTLER E IRIS YOUNG

Amanda Soares de Melo

Autor
Amanda Soares de Melo
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
13 / 34
Ano
2021
DOI
10.36311/1984-8900.2021.v13n34.p364-393
Páginas
364-393
Idioma
pt
2021Amanda Soares de Melo. GÊNERO, IDENTIDADE E EXCLUSÃO POLÍTICA EM JUDITH BUTLER E IRIS YOUNG . Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 13, n. 34, p. 364-393, 2021.3

Neste artigo exploro a crítica de Iris Young a algumas das teses de Judith Butler em Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade (1990). A autora considera que a proposta política de Butler é muito fraca para dar conta das tarefas que o feminismo, enquanto movimento político emancipatório, busca realizar. Todavia, é a partir das críticas de Butler e de outras feministas, que Young busca reformular o conceito de gênero, desvinculando-o da noção de identidade. O gênero entendido em termos de serialidade promove simultaneamente tanto uma crítica da injustiça estrutural, quanto um reconhecimento da diferença entre mulheres. Essa elaboração acaba exigindo da autora uma revisão de seus trabalhos anteriores, mas permite uma resposta inovadora ao problema do essencialismo.