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GEORG LUKÁCS: PARA UMA CRÍTICA DO TATICISMO STALINISITA

Henrique Coelho

Autor
Henrique Coelho
Revista
Sapere Aude
Edição
11 / 21
Ano
2020
DOI
10.5752/P.2177-6342.2020v11n21p100-120
Páginas
100-120
Idioma
pt
2020Henrique Coelho. GEORG LUKÁCS: PARA UMA CRÍTICA DO TATICISMO STALINISITA. Sapere Aude, v. 11, n. 21, p. 100-120, 2020.1

O texto em tela procura tornar eminentes algumas reflexões oportunadas por Georg Lukács acerca da degradação do marxismo consignada pelo stalinismo Para isso, faz-se necessário considerarmos o “retorno a Marx” promovido pelo filósofo, depois de longo percurso imantado às filosofias idealistas. No que concerne a essa problemática, o texto traz à tona o emblemático ensaio Meu caminho para Marx, onde o autor húngaro traça em linhas sintéticas, seu trajeto de recuperação teórica, superação da verve idealista subjetiva e objetiva que tergiversavam a assimilação do marxismo autêntico. Em seguida, nos deteremos aos pontos centrais daquela crítica de Lukács (ao fenômeno do stalinismo), no texto Cartas sobre o stalisnismo, onde poderemos averiguar a renovada e marxista parametração crítica do autor que vivenciou de perto a degradação ideológica aqui tematizada. Trata-se, em outras linhas, de aprofundar nos escaninhos históricos do marxismo, e pela via do autor húngaro, averiguar a atividade crítico-prática mediante a altura ideativa alcançada acerca da designada “inteligência das coisas”.