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Governo bolsonarista (2019-2022): Aproximações ao AI-5 (1968-1978) e o direcionamento grupal ideológico

Henrique Streit, Agemir Bavaresco

Autor
Henrique Streit, Agemir Bavaresco
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
12 / 3
Ano
2025
DOI
10.18012/arf.v12i3.73591
Páginas
p.225-244
Idioma
pt
2025Henrique Streit, Agemir Bavaresco. Governo bolsonarista (2019-2022): Aproximações ao AI-5 (1968-1978) e o direcionamento grupal ideológico. Aufklärung: journal of philosophy, v. 12, n. 3, p. p.225-244, 2025.2

A pesquisa trata de aproximações e diferenças entre o regime militar no período de vigência do Ato Institucional N° 5 (AI-5), de 1968 a 1978, e o governo bolsonarista, de 2019 a 2022. O objetivo é identificar quais fenômenos, movimentos populares e medidas dos governos se assemelham ou diferem dentre os períodos analisados, e quais os impactos à mente humana intersubjetiva. Quais estratégias os dois governos adotaram, junto aos movimentos grupais ideológicos, para articular ideologias extremistas que direcionaram motivações pessoais e de que forma estas estratégias causam potenciais impactos às determinações de identidade social? Quais as características que estruturam estes grupos nocivos à identidade humana e à capacidade de fazer escolhas do indivíduo? Os referenciais teóricos avaliam diferentes perspectivas em vertentes da psicologia: psicanálise; psicologia cognitivo-comportamental; psicologia dos grupos. Descreve-se, primeiramente, a contextualização histórica do período de vigência do AI-5 e o governo bolsonarista, apresentando as aproximações e diferenças entre os dois fenômenos. Depois, avalia-se como o vínculo grupal pode direcionar a identidade, capacidade de escolhas e autonomia singular - a partir de diferentes concepções da psicologia. Por fim, se estabelecem as aproximações dos constructos psicológicos sob a realidade imposta no período de governo bolsonarista. O tema assume relevância pela sua contribuição de análise à condição e existência humana em meio a grupos e governos que limitam a totalidade da consciência e da autonomia relacional. Tem atualidade para responsabilidades políticas em respeito a singularidade intersubjetiva e a dignidade humana, além da compreensão de como o atual fenômeno das fake news é fortalecido meio a um grupo ideológico dependente e manipulado, e como este grupo confere o valor de um político enquanto um ser messiânico, em uma visão enviesada da realidade.